sábado, 14 de abril de 2012

Eu: modo de usar (ou: leia a bula!)

Dai-me paciência. Pq se me der força... mato um!
Sim, sei que ninguém vem com bula ou manual de instruções. 
Uma pena... Ninguém se conhece direito até ter passado por umas poucas e boas, ou por outras nem tão boas e infelizmente essas não são poucas. Entre tropicões, escorregadelas, erros e desenganos vamos aprendendo algumas coisas sobre os seres humanos em geral e sobre nós mesmos. Isso se formos espertos o bastante pra entender logo que ficar batendo com a cabeça na parede dói e faz bem aprender com a experiência dos outros. Se é para errar, que sejam erros novos. Com a pseudo autoridade de quem já está a aqui a algumas décadas, aturando a mim mesma, vou tentar ajudar aos coitados e coitadas que - por azar  do destino ou carma - precisam conviver comigo. 
Lembrando que tanto a leitura da bula quanto a convivência com a autora são essencialmente opcionais. Ninguém é obrigado a me suportar... exceto talvez, eu mesma.


Uso Externo - Recomendado para adultos e infantes:

Apresentação e conservação -> Solução de 65 kg envasada numa única cápsula de 1,72 cm, relativamente volátil, perigo de combustão se exposta ao fogo e de congelamento ao frio excessivos, suporta bem a pressão exterior dentro de certos limites. Para sua boa convervação é melhor manter em ambiente temperado, amoroso e estável. Mimos, beijinhos, presentes e carinho são sempre aceitos e úteis para manutenção do nível de felicidade. Apesar disso é dado a mudança de humores no decorrer do mês (Há um antigo post - enorme - sobre TPM, recomendo a leitura).  

Composição -> 25% amiga e confidente, 25%  criança arteira, 50% mãe, esposa e amante. Resultado final: 100% mulher a beira de um ataque de nervos.

Informações ao paciente (tem que ter muita paciência comigo) -> 
O uso continuo pode gerar dependência, melhor pensar bem antes de chegar perto. Se for chegar... chegue logo, sem maiores delongas e diga logo o que quer. Detesto rodeios e insinuações. Quer algo? Peça com educação e pronto. Se puder, farei. Se não puder tentarei fazer. Mesmo sabendo que não vou conseguir... digo que sim. Então não se decepcione muito se não fizer o que você pediu. Ainda não aprendi a dizer não pra quem gosto e isso é um problema. Sou daquelas que vou acabar no inferno pois sou cheia de boas intensões... 
Quer saber alguma coisa? É só perguntar. Em geral respondo sinceramente, ao menos que isso implique em contar segredos ou entregar amigos. Isso não faço mesmo. Sou leal e fiel até sob tortura. Mas, tirando isso, você arranca de mim o que quiser... sou daquelas que se abre mesmo, falo o que penso, dou furo, dou fora, me meto em encrenca e nem percebo. Já desisti de bancar a esperta, não é meio estilo. Em geral sou a última a saber, aquela que está sempre perguntando... "O que foi que houve?" seguido de um surpreso... ''Mas eu não sabia disso..." . Sou pisciana, entendeu? O mundo real é só um dos muitos em que desfilo.
Sou uma voadora nata, desligada total do mundo, mas não sou boba. Se abusar te envio pra minha maledeta listinha negra, e o castigo costuma ser perpétuo e sem direito a apelação. Nestas horas sou uma déspota insensível mesmo. Não guardo rancor, mas apago a pessoa totalmente da minha vida. Quando canso de algo ou alguém... é para nunca mais. 
Pode contar comigo para: não acordar cedo, não ir na academia, não ir ao salão, não não não... e se for  e você - ingênuo- me encontrar num desses locais, prometa por favor, manter para seu próprio bem uma distância de segurança, não puxe papo nem gaste seu sorriso, não é uma boa hora para socialização. Ao menos que venha me propor outra atividade como por exemplo: fugir desses ambientes de tortura. 
Tem hora que realmente preciso de um tempo só pra mim, e então me isolo. Isso não quer dizer que estou triste, deprê ou nada disso, só faz parte do meu jeito de ser. Então nada de ficar com ciúmes, que esses momentos "eu me amo e não preciso de ninguém mais" logo passam. Tenho tendência ao egocentrismo, é verdade. Mas não sou ascetica nem ermitã, pelo contrário... adoro rua, festa, gente muito me interessa. De verdade. As pessoas me fascinam, suas vidas, experiências, idéias, sou uma boa ouvinte e bom papo também. Se estiver inspirada posso ficar horas e horas de conversa com os amigos. Sou do tipo que se diverte até em PI. Não sabe o que é PI? Aqueles programas de índio que caímos de vez em quando... por conta dos compromissos do marido, de um amigo, de um membro da família... faz parte e eu estou dentro.
Falando em família. Sou da teoria de que família perfeita só existe em porta retrato. A minha então... é um modelo de virtude quando emoldurada! Ainda assim minha família é tudo de bom e morro de saudades dela, a casa dos meus pais ainda é a "minha" casa, e sou doida pelas minhas tias, primas, sobrinhas & irmãs mesmo que não as veja tanto quanto quero. Minhas avós são um capítulo a parte, fica pra outro post, aqui não dá. Notou a quantidade de AS que tem na família. Sim, sobra mulher na minha casa, o matriarcado impera e não se discute com a abelha rainha. Entenderam o recado? Fui criada entre mulheres poderosas, fortes e com elevadíssima auto estima. O sexo oposto tem que se esforçar muito pra conquistar meu respeito. Mesmo porque meu modelo masculino - o paizão - é difícil demais de ser igualado, superado jamais. Nenhum homem chega aos pés dele, e isso inclui o amore mio, apesar de todo empenho dele.
Homem bancando o machão comigo não tem vez. Serve pra fazer sabão e olhe lá. Passei meia adolescência e a faculdade inteira mandando esses bocós para aquele lugar aconchegante onde não se pega sol. Considerava uma atividade essencial, quase utilidade pública. Afinal depois de umas pisadas no ego desses neantherdais sempre ficava a esperança deles terem aprendido algo e se tornarem pessoas melhores. Esperança é a última que morre. Destrocei alguns corações (considerando que talvez eles tivessem isso, sempre duvidei) pelo bem das futuras namoradas-noivas-esposas dos proto-cretinos. Sou uma quase heroína, rs. 
Tenho zero paciência com burrice, minha ou alheia. Sei ser insuportável quando quero e tem gente que me acha esnobe, mas não se assuste, essa primeira falsa impressão passa depois que me conhecer melhor. Não gosto de jogar confete em ninguém, nem sou de ter "peninha"... Se elogio algo ou alguém, pode apostar que estou sendo sincera. Quando não gosto, não comento, fui educada assim. Aprendi que se não tenho algo de bom a dizer, é melhor ficar calada. Me esforço para seguir esse lema. Tenho zilhões de defeitos, como qualquer ser humano, mas não vou ficar fazendo contra propaganda de mim, kkkkk. 
Bom humor, bom humor é tudo. Sei que o meu é meio estranho e nem sempre bem interpretado... mas ironia fina não é para todos. Já desisti de ser compreendida, sei que sou para poucos. Gosto de piadas, adoro quem sabe contar uma piada ou um causo... não é o meu caso. Sei uma ou duas, mas sou um terror contando. Sabe aquela pessoa capaz de destruir uma piada perfeita? Eu. Também não sei cantar, então não me chame para brincar de karaokê. E esteja preparado para meus atrasos, são obrigatórios. Detesto usar relógio, me incomoda. Estou aprendendo - a fórceps - usar o celular. Sei que é útil e necessário, mas a idéia de poder ser encontrada e importunada a qualquer momento me chateia de verdade. Já fui famosa pela paciência e diplomacia... atualmente ambas estão em processo de regressão, deve ser a idade. Também não ando mais distribuíndo sorrisos a torto e direito, a miss simpatia pediu as contas. Ando numa fase que chamo de antipatia seletiva, e me orgulho disso... afinal não é qualquer um que merece minha consideração.
Ah, não suporto proselitismo religioso, nem mesmo da minha própria religião. Tenho fortes convicções políticas e as defendo com garras e dentes. Adoro um bom debate, acho estimulante.
Facilitei a vidinha de vocês? Espero que sim. Agora pelo menos não podem dizer que não tenho manual, está tudo aqui e é só consultar.



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