quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De uma PROFESSORA para a presidentA.


A pobreza é uma consequência da esmola. 
Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.

Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu
.



(Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, 74 anos)

O texto é longo, mas vale a pena ser lido.



BRASIL CARINHOSO

Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.



Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.



Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.



É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.



Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.



Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola. A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp. Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida d e que são mal-nascidos. Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação. Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou? O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma? Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!



Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem. De ensino técnico, profissionalizante. Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais. Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste. Nossos meninos e jovens leem (quando leem), mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.



Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.



A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente. Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante. Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa. É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente. Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos. Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.



Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem está falando.



Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso. A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado. O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo. Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada. Outros usaram? E daí? A senhora não é os outros. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer. 
Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro. Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.



A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício. Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinquência e às drogas.



Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, alienada e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, esta foi a escolha de vocês.



A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais. Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital. Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende. Não dói.



Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE. Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.



Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde. O contraditório é muito saudável.



Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma? Carinho de presidentA da república do Brasil neste momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.



Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária. Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos? Os miseráveis são. Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos. Esta é a jogada. Suja.



A televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social. Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!



Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.



Último lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola. Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.



Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012 



OBS.: foi entregue em mãos à PRESIDENTE.

9 comentários:

  1. Li e concordo plenamente com o desabafo de alguém que vive a realidade,carta muitíssima eficiente.Esta professora serve como exemplo a todos nós como cidadãs,devemos sempre lutar pelos nossos direitos seja eles quais forem,é nestes momentos que sinto orgulho de ser brasileira,por pessoas assim como a sra Martha de Freitas Azevedo Pannunzio,nós devemos ser a voz que não quer se calar sempre!!!

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  2. Li e concordo plenamente com o desabafo de alguém que vive a realidade,carta muitíssima eficiente.Esta professora serve como exemplo a todos nós como cidadãs,devemos sempre lutar pelos nossos direitos seja eles quais forem,é nestes momentos que sinto orgulho de ser brasileira,por pessoas assim como a sra Martha de Freitas Azevedo Pannunzio,nós devemos ser a voz que não quer se calar sempre!!!

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  3. Sabe que essa palavra "presidenta" me incomodava muito? Não sei, soava tão estranho..Prefiro Presidente tb,mas ainda tenho minhas dúvidas se os 2 são corretos??

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    1. Embora eu prefira a palavra presidente à grafia presidenta, esta última opção está no VOLP. Portanto, correta.

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  4. Concordo com algumas coisas que ela diz, mas sempre acho que essas pessoas que sao contrarias à qualquer tipo de ajuda (e quando eu digo ajuda eu quero dizer COMIDA, mesmo, algo pro aqui, agora, pra quem tà morrendo de fome hoje) esquecem, ou melhor, desconhecem a FOME. Quem jà passou FOME de verdade sabe que nao dà pra trabalhar com fome, NAO dà pra estudar com fome, nao dà pra fazer NADA com fome. Facil chamar de preguiçoso e vagabundo o miseravel... mas vai là, na casa dele, comer o que ele come, viver como ele vive... duvido se todo mundo que è contra a esmola nao vira "vagabundo" passando fome tambem.

    Otima a ideia de investir em educaçao, escolas de qualidade, ensinos profissionalizantes... muito bom. Mas nao se esqueçam que se a pessoa tiver FOME, nao vai estudar, nao vai se esforçar, nao vai se empenhar.

    Projetos para a educaçao que darao frutos a longo prazo è a soluçao, planejamento familiar tambem... mas no "mentre" (durante) o miseravel TEM que ter o que comer.

    O erro do governo està em nao investir a longo prazo, e nao em dar comida a quem tem fome.

    Fiz trabalho voluntario em muitas, muitas, muitas favelas, em muitos lugares diferentes. Onde estao todos esses vagabundos que essa gente tanto fala? Vagabundo tem em todo lugar, nao è sò na favela, nao. Eu me pergunto se esse povo jà foi, algum dia, visitar um "miseravel vagabundo"... Essa gente acha mesmo que TODO miseravel fica sempre de bunda pra lua, sò esperando os bolsas escolas da vida?? Vontade de levar esse povo nas favelas, pra mostrar qual è a real.

    Outra coisa: Percebi sim, um aumento nos impostos que a gente, classe media, teve depois que Lula foi ao poder. Acho isso errado, porque dà pra ver claramente que quem paga todos esses auxilios somos nòs. Mas e daì? Nos tornamos taaao capitalistas e taaaaao materialistas que nao podemos ajudar ao proximo? O errado nao està no fato de ajudarmos, mas sim na propaganda enganosa que os petistas fazem: Quem paga esses auxilios è a classe media, nao o governo - e quanto a isso eu concordo.

    Nem sempre eu pensei assim sobre os miseraveis. Eu tambem vivia gritando aos quatro ventos que esmola è errado, que nao tem que ajudar, que esse povo tem que trabalhar... a ladainha toda. Mas durante uma fase de minha vida passei muita, muita, muita fome mesmo. Fome de ficar 4 dias sem comer, por nao ter dinheiro. Fome de roperem veias nos olhos, alguem jà viu isso? Pois è. Quem me ajudou foi uma vizinha que passou a me dar um prato de comida ao dia a fim de que eu pudesse ter força, primeiro para procurar emprego, e depois para trabalhar. Quem jà passou por isso sabe COMO é DIFICIL, senao impossivel, trabalhar com fome.

    Mas isso è sò o meu ponto de vista. :(

    Beijos Ge!

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    1. Concordo com o seu ponto de vista sobre que ninguém aprende com fome e sobre o "enquanto", a questão é... até agora esses projetos "esmola" não geraram nada além de mais bolsistas, mais dependentes. Cadê a prestação de contas, os dados, as avaliações depois desses 9 anos de governo PT, fora os 8 anos de governo PSDB, que foi o pai da idéia do primeiro bolsa-escola. Enfim... são 17 anos de "investimento" e cadê o resultado? Tenho a impressão de além de tentarmos plantar em pedras do deserto (sem irrigação), estamos só alimentando uma geração incapaz de se auto sustentar, de trabalhar, de criar, de evoluir e contribuir com seu país.
      Quanto tempo nós - os pagadores de impostos - daremos conta de levar sozinhos esse fardo?
      Quer dar comida pro povo?
      1. desonere totalmente de impostos a cesta básica,
      2. dê educação de qualidade
      3. crie frente de trabalho em troca do bolsa qualquer coisa - faça o bolsista entender que está recebendo pelo seu esforço, e que não é um inútil recebendo uma esmola, que sempre deverá esse "favor" ao governante bondoso que lhe deu o que comer.

      Lembro-me quando estava vivendo no MS, e uns bobos petistas foram a uma aldeia terena (com toda cobertura da mídia, filmando ao vivo) entregar cestas básicas e bolsas família pra os índios. Foi uma lição de vida... o cacique botou todo mundo pra correr, dizendo que o povo dele trabalhava, produzia, e que nenhum político " Iria transformá-los em vagabundos bêbados. Que eles tinham honra e vergonha na cara, eram fortes e não tinham medo de trabalho. Que eles não eram guaranis, que viviam de esmola pq não gostavam de trabalhar." Tudo ao vivo... foi demais!
      Acho que isso resume tudo.



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  5. Falou em nome de milhões de brasileiros, nada mais!

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  6. "O erro do governo està em nao investir a longo prazo, e nao em dar comida a quem tem fome."

    Eu concordo com a Gisa.
    Mas isso não me impede de concordar com esse desabafo, que em inúmeras partes está ABSOLUTAMENTE correto no que diz respeito ao modo como o Governo do nosso país é conduzido. Não pode um país que arrecada tanto, que tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo, não saber gerir o que arrecada para que não hajam tantos miseráveis. Não pode um país deixar seus cidadãos sem comida, sem moradia, sem o básico. E, a partir do básico, sim, criar condições para que eles possam crescer. Não adianta dar esmola? Em muitos casos não é esmola, é incentivo, acredito eu.
    Para mim, é quase como dizer a um filho que, se você puder, e quiser, não vai pagar o estudo dele depois que ele já tiver idade para trabalhar. Não é esmola, contribuição, é incentivo. Investimento no futuro, pq o filho sabe que será temporário e depois ele irá se virar sozinho. Agora, manter o "incentivo" ad infinitum, como faz o Governo, está errado. Se a gente tem que ensinar a pescar, e não dar o peixe, primeiro temos que possibilitar que as pessoas tenham condições para pescar.

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  7. Por um detalhe percebe-se todo o contexto. Professora,gostaria de informá-la que a existência ou não de uma palavra é registrada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). E, para o seu conhecimento, a palavra presidenta encontra-se no VOLP. Pronto, agora pode continuar.

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Falaê...

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