quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Consequências de um salgadinho estragado...

Sete dessas? Não exagerem, meninas!

Ainda estou me recuperando de um salgadinho (qual, não sei... ou já teria denuciado o infeliz) que caiu mal ontem, fiasco total, tive até que sair da festa à francesa e correr para o quarto do hotel para não dar vexame em público. A coisa foi feia, não vou entrar em maiores detalhes porque todos devem saber o que é ter uma noite de rainha... eca! Mal dormi e me  arrastei até o carro para enfrentar a viagem de volta à filial do inferno, St. Mary e seus agradáveis 39.9 graus à sombra sem vento, sem lenço, sem documento. Chegando em casa... fui parar de novo na cama, prostração total, estilo estou viva-mas-não-tenho-certeza. O fundo do poço veio com o delírio tardio, não dá para  chamar aquilo de sonho, porque juro que estava meio acordada, ouvia até a chuva batendo na janela do quarto de uma pobre abostada. Também não vou dizer que era pesadelo porque Deus castiga e estou a fim de evitar problemas com O manda-chuva nesses dias de seca no sulzão maravilha.
Pois bem, imaginem a cena: euzinha vó. Nada contra, como não quero mais filhos espero contente o dia de me tornar vó, e enquanto isso me divirto sendo tia e dinda. Sim, vó... com nada mais nada menos que sete netinhas en-lou-que-ci-das, numa fazendola reformada... até que o local era aprazível, de veras. Mas as insanas bebês eram uma piada, e eu uma doida varrida por achar lindo todo aquele caos. Em comum todas usavam botas de couro para evitar picadas de cobra e carregavam walk talks por questão de segurança. Afinal vocês não esperavam que eu mantivesse as sete dentro de casa... Esperavam? Tampouco dava para correr atrás de todas. Era uma baderna total. A menor de todas - pelo tamanho avalio que teria uns dois aninhos, vestida de princesa, entrou na cozinha aos prantos carregando (esmagando?) um sapo entre as mãozinhas e entre soluços queria saber porque ele não tinha virado príncipe. Sim, ela tinha beijado o braquiário... e a vó doida aqui tentava salvar o animal da morte certa enquanto explicava pra pequena que nove entre dez sapos não viram príncipes nunca - independente do poder do beijo dela. O avô que chegava de viagem nesse minuto, carregando a tira colo o único neto homem, buscava sabão, álcool e tudo que fosse possível para desinfetar a boca na menina, que insistia em continuar beijando entre lágrimas o sapão. Tá achando pouco? Nada... eu disse que eram sete netas. Três estavam disfarçadas de guerreiras de selva - ou algo do tipo - com direito a camuflagem e uma capa feita de grama e galhos... e se escondiam no alto das árvores na entrada do sítio e atiravam flechas e outras coisitas em todos que chegassem perto do portão principal. Pela frequência dos intercomunicadores dava para ouvir os estragos que elas causavam enquanto usavam como  codinomes (espero com fé que sejam só codinomes) Andrômeda, Antióquia e Cassiopéia. Idade e cara dos anjos desconhecida...  Adoro a cultura grega, mas nada de batizar minhas netas com esses nomes, por favor! Algo me diz que já tinha desistido de controlar essas porque o botão do tô nem aí estava ligado fazia tempo. Enquanto isso uma outra insistia em brincar de extreme makeover com as ovelhas do pasto. Pegava uma coitada, dava banho, com os meus shampoos e cremes importados, secava com secador de cabelo (da vózinha amada, claro), passava perfume (adivinha de quem?), botava fita no pescoço, e finalmente me trazia a lindeza pra ver. Acho que já tinha umas três transformadas dentro de casa, já que ela não deixava sair para não se sujarem novamente. Nome da dona do Bibbidi Bobbidi Boutique campestre desconhecido... idade aproximada de 8 anos, uma mini perua toda vestida de celeste e lilás. Por algum motivo desconhecido... eu deixava e achava tudo lindo, devo ter batido com a cabeça em algum lugar ou então o alemão já tinha me atacado (alzheimer). Duas outras se divertiam fazendo algo parecido com brigadeiros (o que vale é a intenção) e ao mesmo tempo pintavam aquarelas, acho que eram gêmeas de uns 5 anos e não sei dizer exatamente se uma pintava e a outra enrolava docinhos ou se as duas se ajudavam... algo me dizia apenas que não seria adequado comer aquilo ali, apesar dos carneirinhos estarem apreciando muito as provas que lhes eram dadas.  Enquanto isso a última - essa sei de quem é filha - estava com os óculos enfiados dentro dos livros da biblioteca. Encantada com poder pegar um livro nas mãos, já que para ela isso era coisa que ela só tinha ouvido falar da existência... aprendeu a ler em tablets, kindles e assemelhados. Pelo combinado o nome dela deveria ser Cassandra. Aliás, pelo prometido por minhas babies eu teria duas netas... Cassandra e Catarina. De onde surgiram as outras? Quanto ao menino... bem, esse mal deu tempo de ver direito, só sei que estava chegando para passar as férias conosco por último depois de ter feito recuperação no colégio.
Delírios causados por um salgadinho estragado... juro que os dez copos de coquetel de champagne que tomei não tem nada a ver com isso. Juro! Acordei agora a pouco e fui contar pro maridex toda essa insanidade e ele pergunta apenas: E o que você fazia no meio dessa confusão? Bem, eu estava dando uma entrevista... não me recordo do quê nem pra quem, mas assim que as minhas filhas chegarem de férias da casa dos avós delas vou ter um papo sério sobre controle de natalidade com as duas. Podem apostar!

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